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terça-feira, setembro 15, 2009

Potencial eólico chinês poderia suprir toda demanda por eletricidade do país

 

Estudo de cientistas de Harvard e de univrsidade chinesa mostra que país asiático pode trocar geração a carvão pela eólica

Por Milton Leal

 

Getty Images

Os números chineses sempre impressionam. O país que possui 1,35 bilhão de habitantes e a economia que mais cresce no mundo precisa de energia, muita energia. Não é à toa que os chineses instalam em média 1GW de plantas a carvão por semana, o que contabiliza algo em torno de 50GW ao ano. Para efeito de comparação, o Brasil construiu no último ano menos de 2,4GW. Por isso, a China já figura como a nação que mais emite CO2 no mundo e está apenas atrás dos EUA quando o assunto é capacidade instalada.
Cientistas das universidades americana de Harvard e chinesa de Tsinghua publicaram um estudo na revista Science que discorre sobre a viabilidade de substituir as atuais fontes de geração e suprir o crescimento da demanda até 2030 somente com usinas eólicas.
A análise concluiu que uma extensa rede de turbinas eólicas operando com um fator de capacidade de 20% proveria até 24,7 petawatt/hora por ano. Este número equivale a sete vezes o atual consumo dos chineses.
“O mundo está lutando com a questão de como fazer para trocar os combustíveis ricos em carbono por algum outro que seja livre de carbono”, diz o autor líder do estudo Michael B. McElroy, professor de Harvard.
A estimativa de investimento para esta reviravolta energética chinesa é da ordem de US$900 bilhões - a preços atuais -, que já incluem a necessidade de expansão de 800GW para os próximos 20 anos. Os cientistas consideram o montante a ser aportado bastante significativo, mas não impossível de ser viabilizado devido ao tamanho da economia chinesa.
A China possui hoje 792GW de capacidade instalada. A expectativa é que o país aumente este potencial em 10% ao ano. Se optasse por expandir com usinas a carvão, cerca de 3,5 gigatons de CO2 seriam emitidos a mais por ano.
Atualmente, a geração eólica responde por 0,4% de todo o suprimento de energia elétrica chinês. Apesar disso, o país está se tornando rapidamente o mercado mais pujante de energia eólica e em breve deve ultrapassar os EUA, Alemanha e Espanha, que hoje têm mais usinas desta fonte.

As energias alternativas na China, especialmente a eólica, receberam um importante empurrão com a sanção da lei de energia renovável em 2005, que dá benefícios fiscais para as fontes limpas. O governo chinês também estabeleceu um processo de concessão de ofertas para garantir o retorno dos investimentos dos grandes projetos eólicos.
Para determinar a viabilidade da energia eólica para a China, os estudiosos estabeleceram um modelo econômico no qual incorporaram os incentivos do governo e calcularam o custo da energia com base na geografia dos locais com bastante vento. Eles concluíram que turbinas de 1,5MW teriam o melhor aproveitamento e que seria necessário meio milhão de metros quadrados para instalar todos os parques.
Nos próximos meses, os pesquisadores planejam conduzir um estudo mais intensivo e detalhado sobre a energia eólica na China. Eles pretendem levar em consideração um banco de dados que inclui informações de 25 anos sobre a variação dos ventos na nação asiática.

http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=1476&id_tipo=3&id_secao=9&id_pai=2&titulo_info=Potencial%20e%F3lico%20chin%EAs%20poderia%20suprir%20toda%20demanda%20por%20eletricidade%20do%20pa%EDs

domingo, setembro 13, 2009

Uma Sintese da História do Álcool no Brasil


O etanol, também conhecido como álcool etílico encontra uma ampla aplicação na vida cotidiana do brasileiro seja como solvente industrial, anti-séptico, conservante, componente de diversas bebidas, em desinfetantes domésticos e hospitalares, solvente de fármacos importantes. Além do uso caseiro ou industrial  o etanol se tornou uma molécula estratégica para a economia brasileira como uma alternativa energética viável, já que Brasil tem tradição e conhecimento na produção deste biocombustível para a substituição gradativa do petróleo.

Aquestão do álcool combustível, é tratar de um tema estratégico da soberania nacional e formar opinião sobre a questão energética mundial.

O etanol como combustível

Ao contrário do que se pensa, o uso do álcool como combustível acompanha o nascimento dos automóveis. Tem como características técnicas ser menos inflamável e menos tóxico que a gasolina e o diesel. Ele pode ser produzido a partir de biomassa (resíduos agrícolas e florestais). No Brasil, ele é gerado principalmente da cana-de-açúcar. Nos Estados Unidos, o milho é o mais usado.

O uso de álcool combustível teve seu primeiro ápice no país a partir da década de 70, com a crise de petróleo no mundo e o nascimento do Proálcool (Programa Nacional do Álcool) em 1975, que incentivava o cultivo da cana-de-açúcar e provia recursos para construção de usinas, e tinha como apelo o fato de ser uma fonte de energia renovável e menos poluidora que os derivados do petróleo, o que possibilitou o desenvolvimento de uma tecnologia 100% nacional. Entretanto o projeto enfrentou a valorização do açúcar e o fim da crise do petróleo e tornou-se inviável.

Atualmente o álcool volta à cena, diante dos conflitos internacionais, que influenciam fortemente o preço do barril de petróleo. Tanto a União Européia quanto os Estados Unidos, voltam sua atenção esse nosso combutível.

O Brasil se torna, portanto, o país do combustível verde, o que tem aspectos positivos e negativos. Para entender um pouco da conjuntura atual, apresente esses dois gráficos e solicite que seus alunos interpretem:

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1655/imagens/producao-etanol1.jpg

Fonte: www.biodieselbr.com

Responda em seu caderno:

  • Qual o país que se destaca na produção de etanol, conforme o gráfico?
  • Quais as fontes de produção do etanol em escala comercial?
  • Quais os países que mais consomem esse biocombustível?

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1655/imagens/custo-producao-etanol1.jpg

Fonte: www.biodieselbr.com

Na sequência analise o segundo gráfico. Perceba que com a técnica, os custos diminuem e a oferta aumenta, fazendo com que o Brasil tenha grande vocação de exportador de etanol.

Responda em seu caderno:

  • O que o país tem a ganhar, ingressando no mercado internacional de combustíveis?
  • Estamos preparados para abastecer o mundo?
  • Quais as consequências do aumento na demanda de etanol?

A liderança e competitividade brasileira no setor do etanol, foi obtida por longos anos de trabalho realizado por pesquisadores em instituições de ensino e pesquisa e em empresas privadas. O resultado é uma valiosa bagagem de conhecimento e de tecnologia sobre a cana, seus derivados e sobre o processo de fabricação do etanol de cana. Solicite que façam apontamentos sobre as ídeias discutidas até então sobre o tema e que as tragam na próxima aula.

Existem problemas que precisam ser resolvidos para que o álcool se torne realmente uma alternativa sócio e ambientalmente sustentável no Brasil.

São eles:

  • Monocultura da cana-de-açúcar;
  • Condição social e trabalhista da mão-de-obra empregada;
  • Primitivo processo de colheita (que obriga à queima da cana);
  • Produção de vinhoto (resíduos da fermentação do álcool)

Escolha uma dos problemas acima pesquise e registre em seu caderno suas implicações ao meio ambiente.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1655/imagens/boiafria4-thumb.jpg

Para refletir: (responda em seu caderno)

Existem alternativas? Escolha uma das possibilidades abaixo e registre-a em seu caderno como seria possível sua aplicação:

  • Geração de energia com o bagaço da cana;
  • Utilização do vinhoto como fertilizante;
  • Fim da colheita com o método de queimada;
  • Justiça Social e fiscalização trabalhista no trabalho dos cortadores de cana;

Produção brasileira de cana-de-açúcar

O etanol é produzido no Brasil essencialmente nas regiões sudoeste e nordeste do Brasil. O Brasil tem uma área total de 851 milhões de hectares, sendo que, somente em 6 milhões de hectares, está concentrado o cultivo de cana-de-açúcar. A plantação de milho e soja ocupa atualmente 34 milhões de hectares e pecuária, outros 220 milhões.

Solicite que identifiquem na figura, quais as regiões em que a produção do etanol se localiza, e quais suas implicações e consequências.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1655/imagens/mapa_do_etanol.jpg

Fonte: www.veja.com.br

Perspectivas futuras

A qualidade da tecnologia que o Brasil tem na produção de etanol proveniente de cultivos de cana-de-açúcar é inquestionável. Durante algumas décadas, o país recebeu investimento volumoso dos diferentes governos para o estabelecimento deste cultivo como prioritário e estratégico.

Adaptado de: Nilton Goulart de Sousa 

BRASILIA - DF
Universidade de Brasília

quarta-feira, março 11, 2009

Expectativa de vida será de 81 anos em 2050

 

27 de novembro de 2008 • 10h59 • atualizado às 12h24

 

DANIEL GONÇALVES
DIRETO DO RIO DE JANEIRO

 

A expectativa de vida do brasileiro, em 2050, será de 81,29 anos, segundo estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice está no nível de países como Islândia (81,80), Hong Kong, China (82,20) e Japão (82,60), que estão entre os maiores do mundo. Em 2008, o a expectativa de vida dos brasileiros ficou em 76,6 anos para mulheres e 69 anos para homens.

» População crescerá até 2039
» Nº de mulheres a mais dobrará em 2050
» vc repórter: mande fotos e notícias

O estudo "Uma abordagem demográfica para estimar o padrão histórico e os níveis de subenumeração de pessoas nos censos demográficos e contagens da população" aponta ainda que, em 2050, para cada 100 crianças de 0 a 14 anos existirão 172,7 idosos. Atualmente, esse índice é de 24,7 idosos para cada grupo 100 crianças de 0 a 14 anos.

Para o coordenador do estudo, Juarez de Castro Oliveira, o envelhecimento da população brasileira precisa ser encarado pelo governo como uma necessidade de mudança nas políticas públicas. "O País avança velozmente em direção a um perfil demográfico cada vez mais envelhecido. Nós estamos envelhecendo, e isso implica em mudanças não só de previdência, mas também no que se refere à saúde, educação, transportes", afirmou.

O número de mulheres em relação aos homens também será maior. Em 2050, o estudo prevê 7 milhões de mulheres a mais. O número representa mais do que o dobro do registrado em 2008, quando o excedente de mulheres ficou em 3,4 milhões.

Mortalidade infantil
A taxa de mortalidade infantil no Brasil foi estimada em 23,30 óbitos de menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos em 2008. O índice é alto, segundo o IBGE, se comparado com os indicadores correspondentes aos países vizinhos do cone sul para o período 2005 - 2010.

No mesmo período, os países como, por exemplo, Argentina (13,40 por mil), Chile (7,20 por mil) e Uruguai (13,10 por mil) registraram taxas bem menores. Em 1970, no entanto, a taxa de mortalidade infantil no Brasil estava próxima de 100 óbitos de crianças menores de 1 ano por mil nascidos vivos.

De acordo com os parâmetros utilizados na projeção da população do Brasil - Revisão 2008, o país poderá reduzir sua mortalidade infantil para 18,2 óbitos de menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos até 2015. Já a probabilidade de uma criança morrer antes de completar os 5 anos de idade poderá experimentar um declínio de 32,9%, posicionando-se em 21,6%0 em 2015.

Redação Terra

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3356955-EI306,00.html

O impacto do envelhecimento sobre a previdência

 

 

O impacto do processo de envelhecimento da população brasileira na Previdência Social deve ser considerado mais detalhadamente, a partir da leitura dos números da expectativa de vida das faixas etárias que requerem benefícios previdenciários. Essa é a opinião do secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, após analisar estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado na quinta-feira (27).

Pelas projeções do IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros continuará crescendo nas próximas décadas. A vida média do brasileiro, por exemplo, chegará ao patamar de 81 anos, em 2050. Atualmente, a média de vida do brasileiro (expectativa de vida ao nascer) é de 72,3 anos.

Tanto esses dados como a projeção oficial da população brasileira serão utilizados pelo Ministério da Previdência Social nos cálculos de longo prazo, feitos para dar sustentabilidade ao sistema previdenciário brasileiro. O estudo do IBGE incorpora informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2002 a 2006. Os dados das PNADs são utilizados anualmente pelo Ministério para medir o impacto da cobertura previdenciária.

Schwarzer alerta, também, para a queda da taxa de natalidade, que atingirá o chamado “crescimento zero” em 2039. A seu ver, é outro dado relevante da pesquisa que merece atenção especial. “Essa taxa é que vai determinar quantas pessoas estarão em condições de contribuir para o sistema previdenciário nas próximas décadas”.

Políticas públicas – Schwarzer concorda com as conclusões do estudo, de que o processo de envelhecimento da população se deve basicamente às transformações que vêm ocorrendo na sociedade brasileira e na própria família. Mas vai além: “O sucesso das políticas públicas dos últimos anos e o desejo da maioria das pessoas de viver mais e com melhor qualidade de vida também é determinante para explicar essa tendência”. Segundo o secretário, a redução do número de filhos por mulher não pode ser analisada de forma negativa. “As mulheres cada vez mais participam do mercado de trabalho, além de desempenharem papel preponderante nas questões políticas, econômicas, culturais e sociais do nosso país. Isso, juntamente com o acesso delas aos métodos de planejamento familiar, obviamente tem reflexos no perfil reprodutivo”. Desafios – Outro ponto destacado por Helmut Schwarzer é que essa transição demográfica - além de outras transformações pelas quais passa a sociedade brasileira – apresenta alguns desafios para a sociedade brasileira. Um deles é o impacto sobre o sistema previdenciário, com o aumento de duração dos benefícios e a diminuição do número de futuros contribuintes. O que vai levar, evidentemente, à definição de novas regras de sustentabilidade para o sistema previdenciário no longo prazo.

Ao comentar a constatação do estudo de que o Brasil passa pela chamada “janela demográfica”, em que o número de pessoas com idades potencialmente ativas está em pleno processo de ascensão, Schwarzer afirma que o país não pode desperdiçar esse momento. “Precisamos aproveitar esse bônus demográfico e universalizar urgentemente a cobertura dos trabalhadores ativos e formalizar a sua contribuição ao sistema previdenciário”.

O estudo “Uma abordagem demográfica para estimar o padrão histórico e os níveis de sub numeração de pessoas nos censos demográficos e contagens da população” traz a projeção da população do Brasil, por sexo e idade, para o período de 1980-2050. Os dados divulgados pelo instituto fazem uma revisão de projeções do IBGE, sobre o mesmo tema, publicadas em 2004.

Envelhecimento - O levantamento do IBGE mostra que a população brasileira continua envelhecendo em ritmo acelerado e, em 2039, pára de crescer, quando atingirá o chamado “crescimento zero”. A partir desse ano, as taxas serão negativas.

Dados da pesquisa mostram que, enquanto no período 1950-1960 a taxa de crescimento da população do país era de 3,04% ao ano, em 2008 não ultrapassou 1,05%. E levantamento indica que, em 2050, a taxa de crescimento cairá para menos 0,291%, projetando para uma população de 215,3 milhões de habitantes.

O estudo também aponta que, se o ritmo de crescimento da população tivesse se mantido no mesmo nível observado na década de 1950 (aproximadamente 3% ao ano), a população brasileira em 2008 chegaria a 295 milhões de pessoas, e não aos atuais 189,6 milhões divulgados pelo IBGE. (AgPrev)

http://www.oabprev.com.br/Default.aspx?Noticia=188

Leia também:

http://www.skyscraperlife.com/arquitetura-e-discussoes-urbanas/18538-pesquisa-ibge-crescimento-demografico-do-brasil.html

Janela demográfica garante mais dinamismo ao mercado de trabalho

 

28 de novembro de 2008 às 00:10

Por Karin Sato - InfoMoney

 

O Brasil está passando por um fenômeno que técnicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chamaram de janela demográfica.
Acontece quando o número de pessoas com idades potencialmente ativas está em pleno processo de ascensão. Ao mesmo tempo, há uma redução do número de crianças, com idades entre 0 e 14 anos, na comparação com o quadro de pessoas de 15 a 64 anos.
Além disso, a população com idades de ingresso no mercado de trabalho (15 a 24 anos) contabiliza cerca de 34 milhões de pessoas. Mas esse contingente que tende a diminuir nos próximos anos.
Os dados foram divulgados pelo instituto de pesquisa nesta quinta-feira (27) e constam do estudo "Uma abordagem demográfica para estimar o padrão histórico e os níveis de subenumeração de pessoas nos censos demográficos e contagens da população".
Economia é favorecida

O lado positivo desta janela demográfica, que caracteriza um período raro na história dos países, é que seu aproveitamento favorece o mercado de trabalho. As empresas têm à sua disposição uma mão-de-obra mais abundante, se as pessoas em idade potencialmente ativa forem preparadas e qualificadas para tal.
Conseqüentemente, a economia do País cresce mais, já que se torna mais dinâmica. Confira no quadro abaixo a participação relativa percentual da população por grupos de idade:

 

Grupos de idade

1980 (%)

2008 (%)

2020 (%)

2050 (%)

0 a 14 anos

38,24

26,47

20,07

13,15

15 a 24 anos

21,11

18,11

16,34

10,45

0 a 24 anos

59,35

44,57

36,41

23,60

15 a 64 anos

57,75

67

70,70

64,14

 

 

http://www.administradores.com.br/noticias/janela_demografica_garante_mais_dinamismo_ao_mercado_de_trabalho/19056/

O Brasil em 2050

 

06/03/2009 12:13:38

Delfim Netto

Uma das variáveis estruturais críticas para a formulação de políticas econômicas, capazes de acelerar o desenvolvimento econômico com o uso dos mecanismos do mercado e de políticas públicas que deem moralidade à dura competição que nele prevalece, é a estrutura demográfica. O número de habitantes, a taxa de crescimento, a distribuição etária e, por gênero, a distribuição geográfica, a urbanização e a dinâmica interna, que é controlada pela evolução das taxas de natalidade e de mortalidade. Sua projeção é sempre difícil e sujeita a erros gerados pela própria endogeneidade do processo.
Não é um problema trivial prever os efeitos finais de boas políticas. Por exemplo, a melhoria do nível de educação das mulheres tende a reduzir a taxa de mortalidade infantil pelo maior cuidado com sua higiene pessoal e com a da criança. Ao mesmo tempo, modifica o seu papel na divisão do trabalho no lar. Dá-lhes melhores condições de escolher a sua vida, o que estimula o uso de técnicas anticoncepcionais. Estas possibilitam o maior controle da taxa de fertilidade, o que tende a reduzir a taxa de natalidade.
Uma coisa parece clara: boas políticas públicas de assistência social, de saúde e de educação tendem a reduzir, simultaneamente, a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade. Isso torna incertos os efeitos sobre a taxa de crescimento da população, mas trabalha na direção de envelhecer a estrutura etária. Pesquisas demográficas da ONU mostram que a idade mediana da população nas nações mais desenvolvidas cresceu de 29 anos, em 1950, para 37 anos, em 2000, e está projetada em 46 anos em 2050.
O último trabalho do IBGE, Uma Abordagem Demográfica para Estimar o Padrão Histórico e os Níveis de Subnumeração de Pessoas nos Censos Demográficos e Contagem da População, incorpora uma projeção da população por sexo e idade até 2050, com as informações sobre a taxa de fecundidade dos dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) de 2002 a 2006.
O trabalho constrói uma trajetória provável da taxa de fecundidade até 2050 e chega à conclusão que, no limite, ela será de 1,5 filho por mulher. Esse número seria alcançado entre 2027 e 2028. Obviamente, em certo momento isso estagnará o crescimento da população. Ela passará, em seguida, a decrescer. Verificadas as hipóteses, a população brasileira passaria por um máximo próximo a 220 milhões de habitantes em torno de 2040.
O resultado não deixa de ser surpreendente e deve ser levado em conta na formulação de nossas políticas econômica e social, uma vez que o envelhecimento da população será rápido e dramático. A idade mediana da população saltará de 20 para 40 anos de 1980 a 2030 e deve atingir 46 anos em 2050, a mesma estimada pela ONU para o mundo desenvolvido. O gráfico dá uma ideia da evolução da população do Brasil entre 1872 (o primeiro censo imperial) e 2008, e mostra as projeções da população e a composição etária até 2050.
Grosseiramente, até 2050 (que em termos de país é amanhã), o número de crianças cairá 56% (21,9 milhões) e o número de idosos aumentará 294% (36,5 milhões). É preciso formular políticas públicas que aumentem a produtividade dos que podem eventualmente trabalhar, que crescerá apenas 8,7% (11,1 milhões). A maior lição desses números é mostrar a futilidade das vinculações constitucionais para proteger certos setores, como se as necessidades da sociedade fossem fixas e eternas.

Delfim Netto

Sextante

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3526

sexta-feira, setembro 26, 2008

Síntese de países

O Mundo em síntese num ótimo esquema informações variadas de todos os países do Mundo você em com neste sítio

IBGE - Países@

Vale a pena conferir e consultar quando necessário.